17 de out de 2012

Conjunto para cozinha

 Toalha de mão
Toalha de mesa


 Capa para bambona
Bandô para janela

28 de jun de 2012

Cortina romana

Cortina romana é muito prática. Ideal para porta-janelas!

2 de mai de 2012

Sonhar

Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão de átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.(António Gedeão)

30 de mar de 2012

Saber Viver!

Quando me amei de verdade

Kim e Alison McMillen

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome: Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é
Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama
Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é
Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas vezes menos. Hoje descobri a
Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é
Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é Saber viver!!!”

23 de mar de 2012

O poder do não

O poder do não

Raquel Braga


Dizer não para o que não queremos é dizer sim para o que nos faz bem. O não pronunciado traz bem-estar, proteção, respeito e dignidade.Dizer não para o silêncio velado é dizer sim para a clareza, dizer não para a emissão gratuita de juízos de valor sobre coisas e pessoas é dizer sim para o diálogo aberto, dizer não para a hostilidade é dizer sim para os bons tratos e dizer não para a mentira é dizer sim para a verdade.Se não nos dermos a liberdade de dizer para nós mesmos “isso eu não gosto, isso não me faz bem, isso não tem nada a ver com o meu jeito, eu não acho isso legal” estaremos diante da auto-agressão. Dizer não é o antídoto para o abuso: o espírito agradece.A cada não estabelecido existe um sim para ser vivido: um sim para nós mesmos, para nossas vidas.Dizer não, não significa ter certeza sobre as coisas, pois uma vida sem dúvida sequer pode ser uma vida. Dizer não significa querer viver uma vida com bons acontecimentos.O não é higiênico para a alma: saber afastar o que não nos cai bem traz limpeza para a nossa mente e o nosso coração.Cada um tem a sua forma de dizer não. Ninguém, além de nós mesmos, é capaz de saber o que é viver dentro de si.Dizer não, não é apenas possível, mas necessário. Como a vida é dinâmica e o ser humano é temporal, o não muda conforme a situação vivida. Vamos nos colocando no mundo e dizendo não. Amanhã, em outra posição, novos nãos virão. O que não podemos, jamais, é abandonarmos nós mesmos e não nos escutarmos. Para saber dizer não é preciso se escutar.Nietzsche, na passagem de Zaratustra, lembra o poder de se auto-escutar: “Quem tiver ouvidos que ouça. Assim falou Zaratustra na cidade que amava, que se chama Vaca Malhada, distante dois dias de caminho da sua caverna e dos seus animais; e sempre se lhe alegrava a alma ao aproximar-se o seu regresso”.Então, amigo leitor, vamos seguindo nossa trilha, vivendo num acontecer produtivo, nos alimentando de coisas boas, recolhendo para perto de nós aqueles que nos fazem bem, que nos respeitam e que aceitam o nosso jeito de ser e vamos dizendo não: não para o que não interessa e sim para o que realmente importa.

10 de fev de 2012

Trilho para cozinha

Trilho para o balcão da cozinha, complemento do bandô





9 de fev de 2012

Lembranças

Leitura do Diario Popular dePelotas remeteu-me a boas lembranças!

Houve uma vez um verão: Laranjal... Bons tempos
23 de janeiro de 2012
Sempre ouvi dizer que aquela casa havia sido a primeira a ser construída no Laranjal... Com tijolos, pois já existiam ali alguns chalés de madeira. Até hoje não sei se é verdade, mas não importa. Na minha lembrança, não é apenas a primeira, é a única. Foi ali que crescemos descalços, descompromissados, cheios de energia e com os dedos da mão calejados pelas peças do "peteleco" e os pés ralados pelos pedais da bicicleta.Chegávamos com a mudança logo após o Natal e o cheiro de mofo invadia nossas narinas ao abrir a porta. Aos poucos, íamos escancarando janelas e deixando que a brisa da lagoa dançasse pela casa e que os raios de sol iluminassem as paredes, como iluminada ficava nossa alma na expectativa dos meses em que estaríamos ali.O rádio da sala demorava um pouco para esquentar as válvulas mas voltava a funcionar; a cozinha começava a adquirir aquele cheiro do café recém-passado, dos bolinhos fritos, da comida do dia a dia.De algum lugar vinham os ruídos característicos do tio Bica, o "pobrezinho", abrindo sua caixa de ferramentas para os consertos necessários em uma casa fechada durante o ano ou, quem sabe, para o início de alguma das tantas obras que ele inventava nas temporadas.As redes voltavam aos ganchos nas paredes das varandas ao redor da casa; as cadeiras de lona eram colocadas em frente à casa; calçadas eram varridas; roupas guardadas em armários; louças lavadas na copa. Tantas coisas que nós nem tomávamos conhecimento pois, há muito já havíamos disparado rua afora pedalando nossas bicis à procura dos amigos de verão.O Laranjal Praia Clube era nossa única diversão noturna. Íamos à pé e com lanternas na mão pois, ao voltarmos, o gerador já estaria desligado e viríamos no escuro. Muitas vezes, caminhávamos iluminados pelo luar. Diz a canção que não há luar tão belo quanto o do sertão e eu me atreveria a dizer que há, pois o daquelas noites no Laranjal é insuperável.A praia era destino seguro todas as manhãs. Saíamos todos juntos, carregando cadeirinhas de lona e guarda-sol e, ao passarmos pelas casas vizinhas, todos iam se juntando ao grupo como se fosse uma grande comitiva. E lá, nas areias grossas da lagoa, ficávamos agrupados, adultos e crianças, numa grande festa entre amigos que só se encontravam nestes meses de verão.Não usávamos relógio, éramos guiados pela luz do sol. O entardecer significava guardar a bicicleta, tomar banho e esperar pelo tio que chegava da cidade com o carro cheio de novidades, geralmente comestíveis. E a noite trazia as visitas que vinham jogar canastra ou pontinho.O telefone, único, ficava no bar do seu Adão, na esquina, onde um caramanchão acomodava bancos para que as pessoas esperassem sua vez de falar e, como o funcionamento da telefonia era precário, quase não se escutava e era necessário gritar. As conversas eram tudo, menos sigilosas.Nos finais de semana o tio Caneco chegava de Porto Alegre. Também eram dias em que podia chegar alguma visita e a varanda da frente ficava pequena para tanta gente.Aliás, na varanda da frente se podia tomar conhecimento de tudo, desde a previsão do tempo até o novo lançamento dos Beatles pois ninguém cruzava pela rua sem desperdiçar alguns minutos com uma conversa.Grandes verões... lindas lembranças.
Sônia Maria Ferreira Loguercio/ Passo Fundo - RS